Um novo espaço de análise, reflexão e pluralidade no
debate público sobre o sistema de justiça criminal
O 32º Seminário Internacional de Ciências Criminais prossegue nesta quinta-feira (27) com uma programação dedicada a temas centrais do debate jurídico-criminal contemporâneo. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), o evento reúne pesquisadoras, pesquisadores e profissionais brasileiros e estrangeiros em São Paulo.
A programação foi aberta pelo professor italiano Massimo Donini, com a conferência “Populismo penal e democracia”. Na sequência, o jurista espanhol Jordi Nieva-Fenoll conduziu a reflexão “Ainda tem sentido o processo penal?”, propondo uma análise crítica sobre as funções e os fundamentos do processo penal na atualidade.
No período da tarde, as atividades se distribuem entre as salas Jardins e Itaim. Os painéis abordam os problemas atuais do Direito Penal Econômico; as tensões entre proteção e garantias no enfrentamento aos crimes de gênero; os desafios da prova digital e do uso da inteligência artificial na Justiça Criminal; e as questões jurídicas relacionadas às organizações criminosas e aos delitos associativos.
O segundo dia será encerrado com a audiência pública “Pena sem sentença”, dedicada à apresentação e ao debate da Pesquisa Nacional sobre o Impacto do Cárcere nas Famílias, realizada pela Pastoral Carcerária e pela Assessoria Popular Maria Felipa. A atividade amplia o olhar sobre os efeitos da prisão para além da pessoa encarcerada, evidenciando suas repercussões familiares, sociais e econômicas.
Com conferências internacionais, mesas temáticas e audiências públicas, o Seminário reafirma seu papel como espaço plural de reflexão sobre as ciências criminais e os desafios enfrentados pelas instituições democráticas.
A programação completa do 32º Seminário Internacional de Ciências Criminais está disponível no site oficial do evento.



















Fotografia: Guto Marcondes
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